Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

TOMADA DE POSSE

Caras e Caros Valadarenses,

O Senhor Presidente da Assembeleia de Freguesia cessante, ao abrigo das suas competências, agendou para o próximo dia 3 de Novembro, terça-feira, pelas 21h30m, a Tomada de Posse dos novos Eleitos.
A cerimónia foi marcada para o Salão Nobre da Junta de Freguesia que, apesar de renovado, é exíguo para acolher o acto em apreço.

Por isso, contamos com a Vossa presença mas pedimos antecipadamente desculpa pela escolha do local, relativamente à qual somos totalmente alheios.

Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

GRANDE VITÓRIA PS EM VALADARES

É com a devida humildade mas muito orgulho que comunicamos a nossa vitória nas Eleições Autárquicas de 2009, para Valadares.
Ficou provado que é possível fazer uma campanha pela positiva, apresentando ideias, defendendo convicções, conversando muito com as pessoas e agindo sempre com ética e elevação.
O resultado obtido em Valadares é tão mais expressivo quão esmagadora foi a vitória laranja no concelho. Esta vitória ficará indelevelmente inscrita na história.
A equipa foi excelente... Parabéns!

Agora esperamos trabalhar com satisfação e contamos com toda a colaboração... para o bem de VALADARES.

Resultados Finais:
PS - 42,19% 2278 votos
PSD/CDS - 38,08% 2056 votos
CDU - 16,24% 877 votos

Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

MENSAGEM FINAL


Caras Amigas, Caros Amigos,
Caras e Caros Valadarenses,

Estamos no fim de um trabalho árduo e intenso.
O trabalho de transmissão da mensagem política é, hoje em dia, quase extenuante.
Mas estamos convencidos que iremos ser compensados pelo esforço, pela entrega e pela inteligência posta nas nossas acções.
Fizemos uma campanha limpa, de dentro para fora, com transmissão de ideias e arejada... o que nem sempre aconteceu por parte da candidatura do adversário que tem estado no poder na Junta de Freguesia e que usou estratégias de desacreditação do adversário.


  • Mas a politiquice tem de dar lugar à política da verdade,

  • As questões pessoais têm de dar lugar às ideias,

  • As colectividades não podem ser usadas como intrumento político,

  • O status quo dos pequenos e infectos interesses e poderes tem de dar lugar à transparência das relações,

  • As ideias caducam com o tempo... é preciso renová-las,

  • A formação ajuda à competência,

  • A educação à ética.

Por isso, no domingo, dia 11, não há lugar para dúvidas. A melhor candidatura é a de Artur Gandra - VOTE PARTIDO SOCIALISTA PARA A ASSEMBLEIA DE FREGUESIA.


VOTE PS.




Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

CONVITE

Para relaxar e convidar à reflexão vamos proporcionar às nossas Apoiantes e nossos Apoiantes um Chá e Velhotes durante a tarde de 6ª feira, na Sede de Campanha, antes da concentração dos automóveis para a caravana final.
Chá: 15h
Início da concentração caravana automóvel:18h.

Terça-feira, 6 de Outubro de 2009


VOTE PS - PARTIDO SOCIALISTA
VOTE ARTUR GANDRA

PROGRAMA ELEITORAL INTEGRAL - ARTUR GANDRA

Vote PS - Partido Socialista / Vote Artur Gandra

O tão ansiado Programa Eleitoral da candidatura de Artur Gandra - Acreditar Valadares - já está a ser distribuído aos Valadarenses.

Existe uma versão resumida e uma integral.

O nosso PROGRAMA INTEGRAL pode ser consultado abaixo, "clicando" sobre cada página.











continua








continua






Capa do Programa em Resumo



VOTE PS PARTIDO SOCIALISTA / VOTE ARTUR GANDRA

Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

DIA DO PROFESSOR


Comemora-se hoje o Dia do Professor. Uma das profissões mais importantes e dignificantes em qualquer sociedade, seja ela desenvolvida ou não.
Em Portugal os dias são de alguma polémica... e o desempenho da profissão tornou-se mais desgastante que nunca.
A cultura, a educação e o civismo são a base de qualquer comunidade que aspire a ser melhor.
Depois da tempestade costuma vir a bonança...
A minha Homenagem, Senhor Prefessor!

DIA DA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA




Comemora-se hoje o 99º ano de vida da República.


Na Fundação Mário Soares foi lançado um livro que reúne e apresenta vasta documentação ligada à causa e implantação da República.


O livro centra-se na explicação que liga a Maçonaria à génese da República em Portugal e tem como título "A Maçonaria e a Implantação da República"

APRESENTAÇÃO DA LISTA E DEBATE SOBRE DESPORTO E QUALIDADE DE VIDA

No passado dia 2, 6ª feira, mais de 70 pessoas estiveram presentes na Sede de Campanha para assisitir à apresentação da Lista Candidata à Assembleia de Freguesia e Comissão de Honra. De seguida os presentes assistiram interessados à Conversa centrada no tema "O desporto e a qualidade de vida" onde foram oradores José Cunha (Presidente do CFValadares), António Nogueira (antigo treinador e impulsionador do hóquei em patins em Valadares), Jaime Milheiro, filho (especialista em medicina desportiva), Rolando Matos Silva (grande impulsionador durante anos do desporto em Valadares, membro da Assoc. Futebol do Porto) e Carlos Manuel Moreira (praticante de surf).
O debate, conduzido por Pedro Carvalho, foi animado e interessante. Falou-se de futebol, hóquei em patins, surf, futebol de rua, futsal, saúde, bem estar físico e psicológico.
Por fim o Porto de Honra serviu para uma agradável troca de impressões entre os presentes.
A abrir a sessão foi apresentado um pequendo filme de campanha realizado por João Martins, um apoiante de apenas 15 anos que quis dar o seu contributo, o que mostra que o apoio à candidatura de Artur Gandra é transversal a todas as faixas etárias. Fica, de seguida, o registo:

Domingo, 4 de Outubro de 2009

DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS






Comemora-se hoje o Dia Mundial dos Animais.
O nosso Programa da Candidatura não se esqueceu deles e reserva-lhes um plano de defesa dos direitos dos animais bem como de recolha de animais abandonados ou doentes em pareceria com as associações especializadas.
Nós pensamos que o nível de desenvolvimento de uma sociedade também se afere pela forma como trata os animais.
Estejam atentos pois o nosso PROGRAMA ELEITORAL vai ser em breve publicado no nosso blogue.

Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

1 de Outubro - DIA MUNDIAL DA MÚSICA

A música é, sem dúvida, uma das mais extraordinárias criações do Homem.
E há obras vibrantes, arrepiantes... deixo-vos duas sugestões bem diferentes mas para ouvir até ao fim!
Abraço
Artur Gandra




Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

CONVITE



IMAGENS DA APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA ELEITORAL E INAUGURAÇÃO DA SEDE

Resultados Totais Das Legislativas em Valadares

PS - 42,81% nº de votos:2538
PSD - 24,09% nº de votos:1428
BE - 10,49% nº de votos:622
PCP/PEV - 8,6% nº de votos:510
CDS/PP - 8,45% nº de votos:501

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

ESCLARECIMENTO AOS VALADARENSES

NOTÍCIA NA RÁDIO NOVA SOBRE AS OBRAS NA ESCOLA SECUNDÁRIA







Esclarecimento à População de Valadares A candidatura à Junta de Valadares pela Coligação PSD/CDS-PP tem vindo a público produzir algumas afirmações e apresentar promessas que, algumas delas, ultrapassam à velocidade da luz a verdade dos factos e até as competências próprias de um Junta de Freguesia. É o caso do Centro de Reabilitação do Norte (Sanatório) e até da Nova Esquadra da PSP, ambas da competência do Governo que as aprovou. Uma outra dessas promessas prende-se com – e transcreve-se da carta de apresentação da dita candidatura - “ a demolição e reconstrução da Escola Joaquim Gomes Ferreira Alves (Secundária)”. Por reverência à verdade e por respeito pelos valadarenses, entendemos ser um imperativo moral esclarecer que as obras que decorrem nas instalações da Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves são da exclusiva competência do Governo e resultam exclusivamente do extraordinário trabalho de persistência e reivindicação, junto do Ministério de Educação, levado a cabo pelo Sr. Dr Álvaro de Almeida dos Santos, Presidente do Conselho Executivo da Escola. A actual Junta nada teve a ver com o percurso deste trabalho nem com o resultado final – a obra. Repudia-se, por isso, este aproveitamento político indevido. Mas, para que estivéssemos absolutamente seguros do que ora afirmamos, e porque queremos fazer um trabalho sério, endereçamos previamente uma carta ao Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária de Valadares para que se pronunciasse sobre o assunto. Pois bem! É essa carta que juntamos, em anexo, e que confirma o que afirmamos. Saudações Socialistas A candidatura do Partido Socialista a Valadares Para ler o conteúdo da carta por favor clique sobre a imagem

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

ENTREVISTA PUBLICADA NO JORNAL "VALADARES EM FOCO" - Edição de Setembro





Quem é Artur Gandra? Artur Manuel Sousa Soeiro Gandra nasceu em Valadares, tem 44 anos. Licenciou-se em Direito, é advogado e exerce a actividade profissional na terra natal. Ligado desde cedo ao associativismo, foi Presidente da Direcção do Orfeão de Valadares apenas com 26 anos, de 1992 a 1996, onde, reconhecidamente, desenvolveu um excelente trabalho. É, actualmente, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, cargo que já exerceu por vários mandatos. Ocupa também o cargo de Presidente da Mesa da Assembleia Geral na Associação de Socorros Mútuos Nosso Senhor dos Aflitos de Valadares. Fundou, juntamente com um grupo de amigos, uma revista de índole cultural e cívico denominada "Orfeão". Actualmente é membro da Assembleia de Freguesia, onde é porta-voz do Partido Socialista. O gosto pela terra, a tradição familiar, a vontade de lutar pela coisa pública, de intervir no rumo das coisas e de fazer vingar as suas convicções e princípios, levaram Artur Gandra a aceitar o desafio da candidatura à Junta de Freguesia de Valadares.
O seu lema de vida?
A vida é uma dádiva para ser vivida intensamente. A vida é uma soma de prazer e sofrimento, responsabilidade e relaxe, amizade, amor e respeito pelo próximo. Todos temos uma missão a cumprir no mundo. Devemos assumi-la de peito aberto!

Começamos por lhe perguntar que razões movem um advogado a candidatar-se à presidência da Junta de Freguesia de Valadares?
Bem, eu antes de ser advogado, sou homem, sou filho da terra, sou um valadarense de gema e bairrista!
O facto de ser advogado nada teve a ver com a minha decisão de me candidatar. Quero dizer que não foi o Artur Gandra advogado que se candidatou mas sim o Artur Gandra valadarense profundo.
No entanto, não nego que a minha formação académica em Direito me poderá ajudar a desempenhar melhor o cargo de Presidente de Junta. É natural que assim seja. Enfim, não é um requisito necessário mas pode ser uma ajuda importante!
Aliás, é curioso verificar que as pessoas que exercem cargos políticos, na generalidade, são juristas, são licenciadas em Direito. Porquê? Porque o ensino do Direito prepara os futuros juristas para o exercício de funções de carácter público, estimula a participação cívica na sociedade, cria em nós um gosto pelo exercício da cidadania.
Nós, advogados, lidamos com as pessoas, resolvemos-lhes muitos problemas, sabemos interpretar as leis, conhecemos os direitos e os deveres, e, ao contrário do que se diz à boca cheia, os advogados - salvo raras e infelizes excepções - são pessoas de bem que se regem por um código de ética e deontológico rigoroso.
No fundo, o curso de Direito ensina política no melhor sentido da palavra – explica-nos que a política é uma actividade nobre através da qual se utiliza o poder em favor da comunidade.
Gostava de acrescentar o seguinte em respeito pela verdade: ao longo da história da humanidade, os advogados foram e são uma das classes que mais lutou pelos direitos humanos. Se hoje as pessoas são muito mais iguais entre si do que eram na Idade Média, ou no feudalismo, devem-no à luta dos advogados pelos direitos jurídicos e de cidadania de cada indivíduo. É da mais elementar justiça afirmá-lo!
Voltando concretamente à pergunta, o Artur Gandra que se candidatou à Junta foi de facto o cidadão valadarense, empenhado na causa pública e em defender os interesses de Valadares, sendo certo que, este cidadão vai apoiar-se nos conhecimentos jurídicos e de Direito que possui e na experiência de vida profissional que tem para melhor desempenhar o cargo de Presidente.

Quer explicar-nos melhor essas motivações?
Sim senhor, explico melhor… eu nasci e fui criado no seio de uma família que me transmitiu valores republicanos de respeito pelo próximo, solidariedade, honestidade, preocupação com o interesse público – este é um património que ninguém me pode tirar! Sei que, para muitos, este discurso pode soar demagógico, mas também sei que muitos Valadarenses - mas mesmo muitos Valadarenses - sabem bem ao que me estou a referir.
Eu sou de facto muito preocupado desde muito novo com o mundo que me rodeia, com o futuro dos nossos filhos, com a saúde do planeta, com a situação social, com a educação e preparação das pessoas.
No caso concreto de Valadares eu sinto que a nossa terra se tem vindo a degradar a olhos vistos… já não é o problema do saneamento, porque esse já está resolvido há anos, não é a marginal da praia que está bem tratada (embora não corresponda ao meu modelo), não são só as estradas esburacadas.
Eu preocupo-me com a identidade da nossa terra, é o bairrismo no bom sentido que está em causa, é o nosso património da memória. Eu preocupo-me com a incapacidade dos próprios valadarenses de interferir legitimamente no seu destino, e com o projecto que vai sendo traçado para Valadares que vai afastando Valadares de Valadares, entendeu?
De facto, os valadarenses têm vindo a ser afastados desta terra… é preciso dizer isto com todas as letras! Até os nomes atribuídos às nossas praias já não nos dizem nada!
Eu pretendo alterar este rumo! Quero envolver as pessoas.
Antigamente era bom viver em Valadares…. E agora, será que é assim tão bom?
Na minha opinião, Valadares não deve deixar de ser totalmente rural para passar a pura freguesia urbana com todos os problemas que isso acarreta. Vocês imaginam o que será Valadares daqui a 20 anos se o rumo continuar a ser este?
É preciso saber o que se pretende. Querem construir em Valadares um subúrbio horroroso como já existe nos arredores de Lisboa? Eu não quero!
A minha motivação é procurar fazer melhor, apresentar ideias novas e agir. Eu procuro sentir-me bem com a minha consciência lutando por um mundo melhor, mais equilibrado, justo e culto.
A minha motivação é a esperança. Eu acredito que o progresso encerra em si alternativas – não há só uma solução para os problemas – e ninguém é dono da razão total.
A crise mundial de valores e financeira provou o que afirmo. Arrasou com um paradigma que meses antes era o remédio para tudo.
E por incrível que pareça, há muita gente que continua a apostar no mesmo.
Mas eu ainda não atirei a toalha ao chão e quero contribuir para mudar de paradigma. Por nós, pelos nossos filhos e pelos nossos netos.
No fundo a minha motivação é a política – não a política politiqueira a que nos têm habituado mas a verdadeira política, a defesa de valores, de ideias… e a sua concretização honesta.

A sua candidatura tem por base razões de ordem afectiva? Política? Ou de cidadania?
Tem por detrás todas essas razões.
Razões afectivas porque, como já disse, nasci, cresci e trabalho em Valadares. Conheço todos os cantos de Valadares. Fartei-me de brincar por esta terra fora. No Rio do Paço, na praia, no caminho para a escola primária da Igreja, depois para o ciclo preparatório (cujo prédio infelizmente se encontra em ruínas) e depois para a secundária. Faço parte da geração que inaugurou a Escola Secundária de Valadares.
Brinquei na Quinta da Formiga, nos campos do Penedo, na Rua da Cavada Velha, frequentava o Orfeão. E claro, saltava pelas casas da família, de tio para tio, ou de avô para avô, de amigo para amigo.
Por isso, gosto muito de Valadares. A esmagadora maioria das minhas memórias estão aqui. Grande parte da família e os amigos também.
E, curiosamente, os familiares e amigos já desaparecidos também estão aqui.
Por outro lado conheço as pessoas, sei quem são, sei os nomes das famílias, gosto de me cruzar com elas todos os dias e cumprimentá-las.
Em suma, eu identifico-me profundamente com as pessoas em geral, com as instituições associativas, com as ruas, com os plátanos da Igreja e da Estação, com os rochedos da Praia de Valadares, e por aí fora…
Porque vem a talhe de foice, e para quem não sabe, o Orfeão foi fundado pelo meu avô paterno, o Dr. Ângelo Gandra, que também foi comandante dos Bombeiros anos a fio e até conseguiu a primeira ambulância coberta do concelho de Gaia – a Comandante Gandra da marca Dodge -, foi ele que instituiu as consultas médicas gratuitas na Associação de Socorros Mútuos, médico de muitos pobres a quem ajudava incansavelmente – muitos ainda se lembram -, foi homem de grande envergadura política (mesmo a nível nacional) contrário ao poder de Salazar: confesso que o meu Avô Gandra é a minha grande referência.
O próprio Clube de Futebol de Valadares foi fundado pelo meu outro avô, o avô materno, Artur Pinto de Sousa ou Arturito, célebre ponta de lança que ainda muitos recordarão. Estou, como vêm, ligado umbilicalmente às principais associações de Valadares: Bombeiros, Futebol, Socorros Mútuos e Orfeão… enfim querem mais razões afectivas?
Mas vejo que muita coisa está a ser alterada sem o devido respeito, nem cuidado e qualidade!
A questão da cidadania entra aqui. Para mim, o exercício da cidadania não só é uma obrigação como faz de nós cidadãos mais plenos. O que quer dizer que o exercício da cidadania não só é um dever como é um direito inalienável em democracia.
Ou seja, eu sinto que tenho o dever de colaborar na sociedade mas também tenho o direito de opinar e influenciar o seu rumo.
É isso que pretendo fazer de peito aberto: exercer a cidadania em favor da comunidade.
No vertente política, como já referi, eu gosto do exercício político - caso contrário não aceitava este desafio - tenho ideais políticos republicanos e de socialismo democrático, sensato e moderado. Sou profundamente contra o neoliberalismo selvagem que exacerba o individualismo, o egoísmo, a ganância, a cobiça, o materialismo. Tudo isto eu escrevi neste mesmo jornal repetidamente há muitos anos.
Quero sublinhar no entanto que vejo a política e os partidos políticos como meios para atingir fins e não o contrário, como muitas vezes parece acontecer. Ou seja, um partido político não é um fim em si mesmo. Por isso, não deve procurar o poder pelo poder, só para o obter para si mesmo. O partido político deve procurar obter o poder para por em prática as ideologias de que defende e que está convencido são as melhores para a sociedade.
Os partidos políticos em Portugal têm de fazer esta reflexão!

Quais os projectos que tem reservados para a Freguesia?
O que é que pode prometer e que propostas apresenta a quem mora em Valadares?
Apresentar um projecto não é a mesma coisa que fazer promessas.
Um projecto é um rol de ideias pensadas, maturadas, coerentes, congruentes, desenhadas para atingir objectivos estruturais profundos e complexos.
Por outro lado, as promessas são coisas avulso que também são importantes desde que incluídas num contexto coerente.
O nosso projecto já está concluído e envolve uma perspectiva de curto, médio e longo prazo. É incorrecto defender pequenos projectos só a pensar em curto prazo e sem perspectiva de futuro. Muitas obras necessitam de tempo, maturação, consolidação.
O nosso Programa está imbuído de um espírito novo que não se implanta por decreto. Tem obras palpáveis e concretas e tem profundo trabalho ao nível da sensibilização cívica e cultural.
Digamos que se trata de um projecto de amplitude alargada.
Aqui apenas posso referir alguns exemplos.
Principais apostas:
Berçario/Creche público que acolha as crianças mal termine a licença de parentalidade dos pais. Os pais têm de ter um equipamento onde deixar os bebés mal retomam o trabalho. É incompreensível como é que a sociedade não se preparou a tempo para este problema uma vez que a organização familiar se alterou profundamente. A alternativa dos Infantários privados é inatingível pelo preço para muitas famílias apesar das ajudas existentes.
Lar de Terceira Idade público. O que se disse para o berçário pode aplicar-se ao Lar de Idosos com as necessárias adaptações.
Devo dizer que já conto com as parcerias necessárias institucionais e civis para atingir estes objectivos. Falta ganhar as eleições e depois concorrer aos fundos necessários.
Na área cultural temos em vista a organização de um Ciclo Anual de Música. Havemos de colocar Valadares no mapa cultural musical. Temos parceiros para esse desiderato.
Para a juventude promoveremos uma rubrica “À Descoberta de Novos Talentos” no intuito de descobrir e divulgar ao país novos talentos na arte em geral, nomeadamente na música, literatura, pintura e moda.
Também levaremos a cabo a organização de “Tertúlias à antiga” onde mais velhos e mais novos poderão trocar impressões e experiências sobre “tudo e mais alguma coisa” e onde a Memória terá o lugar que merece e a Poesia poderá ser declamada por qualquer um de nós.
No âmbito da sensibilização cívica queremos fazer de Valadares uma freguesia mais limpa, mais organizada e mais bonita. Para isso serão implementadas campanhas de sensibilização da população. Serão distribuídos mais receptáculos de lixo pelas ruas da freguesia, mais contentores de lixo doméstico em pontos cuidadosamente escolhidos e receptáculos de recolha das fezes dos animais domésticos.
Também iremos promover a saúde alimentar da população, sobretudo das crianças, através de campanhas regulares de informação imaginativas e eficazes.
Organizaremos campanhas de sensibilização para defesa dos direitos dos animais e para protecção dos animais domésticos abandonados.
Na Segurança, manteremos diálogos positivos e abertos com o comando da PSP, pugnaremos por patrulhas a pé em zonas sob maior pressão, asseguraremos a devida iluminação pública nos locais carenciados. Faremos um levantamento geral da sinalética de trânsito existente e eliminaremos as lacunas que são muitas – exemplos: falta de STOP em muitas transversais da rua José Monteiro Castro Portugal ou da Rua do Crasto.
No desporto, além do acompanhamento óbvio pela construção do Complexo Desportivo lutaremos pela instalação de uma Escola de Surf e Bodyboard em Valadares e promoveremos a organização de torneios das modalidades nas nossas praias, bem como a sua prática pelos jovens. Para isso estabeleceremos as parecerias necessárias.
Promoveremos a organização de torneios de Vólei de Praia, uma modalidade com tradição na Praia de Valadares.
Procuraremos recuperar e reorganizar, através das parcerias necessárias, a formação de uma equipa de Hóquei Patins, modalidade que durante vários anos entusiasmou diversas gerações de valadarenses.
Na área recreativa esclarecemos desde já que iremos repensar os moldes em que se realiza o Maio Florido mas manteremos o Cortejo porque reconhecemos e respeitamos o entusiasmo que envolve muitos valadarenses nessa iniciativa.
O Passeio dos Mais Velhos será por nós assegurado em absoluto e, se possível, melhorado. Os mais velhos têm a Nossa Palavra.
No ambiente promoveremos a Semana da Natureza em Valadares. A seu tempo será explicado em que consiste e manteremos a Reserva Agrícola limpa através de fiscalização e de acções de limpeza. A RAN de Valadares não pode continuar a ser o repositório dos entulhos de pequenas obras.
Do ponto de vista urbanístico há muitas ideias como por exemplo a requalificação do Lugar da Estação. Promoveremos reuniões com os proprietários no sentido de encontrar soluções que viabilizem essa requalificação urbanística e comercial e reivindicaremos o empenho do Município.
Também há muitas ruas a requalificar como, por exemplo a Av. António Coelho Moreira, Rua Pádua Correia, Rua do Crasto, Rua de Belide e Rua José Monteiro Castro Portugal. Tanto ao nível do piso como no que respeita a passeios e até a plantação de árvores onde for possível.
Ao nível da economia e comércio, realizaremos reuniões regulares com o comércio local no sentido de procurar criar dinâmicas estimulantes da actividade.
Estas são algumas das nossas ideias. Não são propriamente promessas porque Valadares está carente de tanta coisa que é impossível acudir a tudo. Mas muito faremos e podem contar com o nosso trabalho e poder negocial junto da Câmara Municipal.

Está ciente das dificuldades dum Presidente de Junta atravessa?
Claro que sim.
Mas não fui eu que me apresentei como um Super-Presidente da Junta que promete construir obras que não são da sua competência: uma esquadra da PSP, um Centro de Reabilitação do Norte de grande qualidade e demolir e reconstruir uma Escola Secundária. São tudo obras de grande envergadura que se afastam completamente da competência de uma Junta. Afinal são da competência do Governo!
Seja como for os melhores desafios acarretam dificuldades. As dificuldades ultrapassam-se com carácter, destreza e dinâmica. A menos que sejam dificuldades criadas artificialmente! Essas ultrapassam-se com paciência e com a esperança que a justiça acaba sempre por vir ao de cima.
As competências de um executivo de junta são muito reduzidas. Cabe ao líder da equipa e, em última análise a toda a equipa, mostrar habilidade, capacidade de trabalho e de negociação para obter a confiança da hierarquia municipal.



Acha que é o melhor candidato para a freguesia? Sem dúvida! Caso contrário não me candidatava.
Conheço muito bem as dinâmicas de Valadares porque sou da terra, aqui nascido e criado. Além disso trabalho aqui. Tenho uma profissão de grande responsabilidade que me proporciona vasta experiência de vida. Sou o mais novo dos candidatos. Tenho provas dadas a nível das associações. Tenho formação académica. Tenho ideias novas e arejadas e perspectivas da sociedade completamente diferentes. Estou actualizado em relação aos grandes problemas do mundo e tenho propostas inovadoras.
Procuro sempre evoluir culturalmente e estar informado sobre as grandes questões.
A prova do que afirmo é a Comissão de Honra que consegui reunir. É uma enorme onda de apoio de gente de mérito, vinda de diferentes quadrantes políticos, ideológicos, profissionais e sociais. Nunca se viu uma onda de apoio como esta em Valadares. Apoiam-me porque acreditam que sou o melhor candidato.
De resto, tenho apreço pessoal pelos meus dois opositores. Penso que são pessoas de bem e que, tal como eu, estão a dar o corpo ao manifesto com coragem. Não tenhamos dúvidas que, hoje em dia, é preciso ter coragem para concorrer a eleições políticas. Os políticos estão muito mal vistos, mas meter toda a gente no mesmo saco é injusto.
Espero que, em Valadares, a campanha seja um bom exemplo e decorra com elevação, respeito e bom senso. A discussão de ideias e de projectos faz-se com inteligência e vigor e não ao contrário.

É necessário ter uma equipa capaz, reivindicativa e empenhada. Já a constituiu?
A base está lançada. De resto está tudo na minha cabeça. Mas é claro que a equipa para o executivo ainda não está totalmente definida, nem podia estar, pois depende do resultado das eleições. O cenário de maioria absoluta é muito diferente da maioria relativa. Os Valadarenses decidirão através do voto se querem uma equipa só de um partido ou uma equipa negociada com outras forças políticas.
Para ser franco, eu não estou nada preocupado com isso. Neste momento estou verdadeiramente empenhado em ganhar - o que penso, sinceramente, que vai acontecer.
Naturalmente que já tenho em mente as várias alternativas e até alguns lugares definidos. Por exemplo, António Ferreira será o meu Tesoureiro. Neste último mandato desempenhou um excelente trabalho e eu confio nele. Além disso possui muita experiência de junta.
António Ferreira organizou as contas, pô-las em dia e ainda teve tempo para se dedicar pessoalmente aos melhoramentos no cemitério, assunto do seu pelouro.

É necessária muita disponibilidade pessoal. Está pronto para esse desafio?
Não é um desafio é uma obrigação que assumo.
Agora, devem contar com um estilo diferente. Não sou homem para passar a vida em almoços e jantares, guitarradas e conversas de ocasião.
Não vou andar atrás deste e daquele para resolver assuntos em restaurantes. O meu local de trabalho será a sede da Junta.
As minhas deslocações serão criteriosas e divididas pela equipa executiva.

Se vencer, quais são os elementos que pensa levar para a constituição da Junta?
Como já lhe respondi acima, tudo depende do resultado obtido. A maioria absoluta coloca um cenário diferente da maioria simples. Certa é a presença como Tesoureiro de António Ferreira. É preciso reconhecer e divulgar o trabalho que fez neste mandato que ora termina, em minoria no executivo, mas com perseverança e muito critério. Os credores que o digam…
António Ferreira é uma pessoa de poucas palavras mas muito disponível, experiente e pragmático.

E para Presidente da Assembleia de Freguesia?
O Presidente da Assembleia de Freguesia será o Dr. Pedro Carvalho. Neste caso não tenho dúvidas porque com a vitória, mesmo relativa, não cederei o lugar de Presidente da Assembleia. Aliás, no mandato que agora cessa o Pedro Carvalho foi Secretário da Mesa e desempenhou um excelente trabalho. Quantas vezes acudiu ao próprio presidente.
O facto de ser jurista ajuda muito ao bom desempenho do papel de Presidente da Assembleia de Freguesia.
Para além disso, nós temos de meter na cabeça, de uma vez por todas, que os cargos devem ser ocupados por quem sabe e pode e não por quem apenas quer.

Este mandato de Jorge Soares que acaba agora foi caracterizado pela sua forte aposta social. E um próximo, caso venha a ganhar as eleições? Bem, essa pergunta enferma de um pressuposto que a prejudica de morte logo à nascença. Esses juízos de valor são infundados e até descabidos.
Mas as minhas apostas assentam no essencial na área social, nas áreas cultural e cívica, na acção desportiva e recreativa e na ambiental e urbanística. Disso já dei conta atrás.

Qual a sua posição face às outras duas candidaturas conhecidas à Junta?
Como já referi tenho apreço pessoal por ambos os candidatos. Considero-as pessoas de bem. Digo-o sinceramente e não para ser politicamente correcto.
Como políticos considero o António Chaves um democrata.
O candidato Jorge Soares é um político cordato, esforçado, populista e está completamente desfazado e desactualizado das necessidades de Valadares e do mundo.
Lembro-me de quando escarneceu comigo por eu falar na assembleia de freguesia no problema das Alterações Climáticas, no seu entender por ser tema que, supostamente, não diria respeito a Valadares… por momentos olhei à minha volta para confirmar se Valadares fazia parte ou não deste planeta ou de outro, como Marte?! Para além disso, acho que tem muita dificuldade em encaixar críticas e em aceitar as sugestões dos outros.

Que tipo de relacionamento acha que pode criar com o Executivo Municipal que vier a ser eleito?
O melhor possível. Em democracia todos temos de trabalhar no mesmo sentido, quer sejamos da mesma cor partidária quer não.
Se for o Dr. Joaquim Couto, como espero, tenho a melhor das relações com ele e com toda a equipa. Acho que é um homem bem intencionado, cheio de dinâmica, com ideias novas e provas dadas por onde tem passado, nomeadamente à frente da Câmara de S. Tirso onde esteve durante 17 anos, como Governador Civil do Porto, como Deputado e até como médico.
Se for o Dr. Luis Filipe Menezes, se trabalharmos bem a Junta, se apresentarmos boas ideias, se formos capazes de o convencer da nossa capacidade, se lhe mostrarmos que queremos fazer bem, não me acredito que sejamos menorizados por causa disso. O Dr. Menezes é uma pessoa inteligente e gosta de trabalhar com pessoas inteligentes.
Acresce que tenho amigos pessoais muito próximos de Menezes com quem sei que posso contar para trabalhar com normalidade. Portanto, trabalharei sem qualquer complexo…

Está satisfeito com o desempenho da Câmara Municipal na nossa freguesia? Não.
E penso que este último mandato, que é o que está a ser avaliado foi o pior. Penso que houve mandatos anteriores em que o trabalho por Valadares foi proveitoso.
Aliás, tenho que reconhecer que, pelo concelho fora, foi feita obra de qualidade por este executivo camarário. Sem dúvida. Já o disse em público várias vezes e não seria honesto se não o confirmasse.
Mas é exactamente isso que me preocupa! É que, apesar de Valadares ser uma freguesia do litoral onde o investimento foi maior, a nossa terra foi ficando para trás. Perdeu importância, perdeu visibilidade, perdeu capacidade de negociação. Valadares foi líder do concelho e hoje é o que se vê. Penso que a maior responsabilidade pelo estado actual de Valadares é da Junta que não soube negociar democraticamente, reivindicar diplomaticamente, apresentar propostas inteligentes e explicar à Câmara que Valadares é importante.
Neste momento, Valadares é uma sombra do que já foi. E quem disser o contrário é porque não conheceu Valadares no passado.

Já tem um programa para apresentar aos eleitores?
O meu Programa já está devidamente elaborado desde meados do mês de Agosto. Já está nas mãos da concelhia do PS para ser devidamente impresso para distribuição em mão.
Mas, no momento em que os leitores tiverem acesso a esta entrevista provavelmente o meu Manifesto/Programa já será conhecido de muitos valadarenses. Aliás vai ser exposto oralmente na inauguração da Sede de Campanha da nossa candidatura no próximo dia 12 de Setembro.
Nós trabalhamos com muito tempo de antecedência. A minha apresentação formal foi a 27 de Março. Foi a primeira de todo o concelho.
Por isso, o Programa também foi sendo elaborado tranquilamente e finalizado com tempo.

Como sabe os meios disponíveis para uma Junta de Freguesia fazer o seu trabalho são escassos e limitados (quando comparados com o de uma Câmara Municipal). Que acções acha que são realizáveis neste contexto de “limitação”?
Isso vai depender da habilidade com que nós saibamos trabalhar com outras instituições, nomeadamente a Câmara e o próprio Governo.
Mas também vai depender do envolvimento dos cidadãos de Valadares que podem ajudar muito e que eu desejo chamar para colaborar activamente.
Depende, em suma, das parcerias que consigamos obter com as instituições políticas, empresas, comércio, associações e pessoas particulares que queiram ajudar de peito aberto.
Nós não fazemos promessas porque não temos poder político nem dinheiro disponível para garantir a sua concretização. Nós apresentamos ideias que desejamos concretizar.
Uma coisa garanto: a nossa prioridade vai para o Berçário/Creche e Lar de Terceira Idade. Esta obra é da mais elementar justiça social e assegura uma melhor qualidade de vida de muitas famílias, crianças e idosos, nomeadamente os mais carenciados. A própria Constituição da República prevê a constituição de uma rede de apoio às famílias deste género mas, tem sido letra morta. Os Governos preferem grandes pontes, estádios novos, mega-exposições, centros culturais, comboios de alta velocidade (que eu não digo que não sejam obras importantes) mas esquecem um conjunto de pequenas obras muito mais importantes para a felicidade da sociedade.
Eu próprio me envolverei pessoalmente nesta obra e garanto que já tenho a génese das parcerias civis e associativas importantes para podermos avançar oportunamente com uma candidatura aos fundos necessários e disponíveis para estes equipamentos.
O Complexo Desportivo também é prioridade para nós por razões evidentes e penso que é absolutamente realizável.
Depois é só ler o programa porque grande parte das nossas propostas não implica grandes verbas. Precisamos sim de imaginação e empenho.

Quais são, na sua óptica, as principais necessidades (carências) da Freguesia de Valadares?
São imensas.
Acabamos de falar numa das principais carências. Não possuímos um Berçario/Creche nem um Lar de Terceira Idade públicos no nosso território. As creches existentes são insuficientes.
Grande parte das ruas estão numa miséria, cheias de buracos e remendos. O trânsito melhorou significativamente graças à aposta nos sentidos únicos, mas o estacionamento não melhorou. É uma trapalhada. Ainda por cima, não faz qualquer sentido ter-se permitido tantas agências bancárias tão próximas umas das outras.
No plano urbano, Valadares está sem rumo. O centro desertifica-se, a praia é invadida de construção de luxo, não se salvaguardando devidamente o interesse público, os interesses da comunidade. Valadares vem perdendo o que ainda tinha de realmente bonito.
A Reserva agrícola é desprezada.
Dar um passeio por Valadares não é seguro do ponto de vista da locomoção. Por outro lado não existe um jardim ou parque que permita uma passeata tranquila. O único espaço que se aproxima do que refiro é o Jardim da Igreja, mas está mal planeado e é pequeno.
Falta uma piscina.
A cultura e a animação de qualidade não existe ou é muito escassa.
Faltam receptáculos de lixo.
Falta o envolvimento da sociedade civil na vida da terra e nas assembleias de freguesia.
E fico por aqui porque sei que as carências são muitas embora, de facto, sem dinheiro não é possível fazer certas obras. Mas tem havido dinheiro para outras freguesias!
Por vezes também faltam as ideias novas refrescadas e a dinâmica.

Para terminar, pedia que pudesse dirigir aos eleitores valadarenses, não uma derradeira mensagem , que esta será para a campanha, mas um motivo que os levem a votar na lista do Partido Socialista?
As razões têm sido apontadas durante a campanha.
Eu acho que os Valadarenses devem votar em quem entenderem.
Em democracia as pessoas são livres de escolher. Ao menos, no momento de colocar a cruzinha no boletim, elas sentem-se livres de se manifestarem como quiserem.
Durante a campanha os dados têm sido lançados. Pela minha parte faço o melhor que posso para passar a mensagem.
A Lista que apresento pode ser comparada com as Listas adversárias, a minha Comissão de Honra fala por si. O Programa também.
De qualquer modo, com todo o respeito pelo António Chaves, a decisão é entre mim e Jorge Soares. É entre uma candidatura da terra, jovem, inovadora, arejada, com preocupações actuais e novos métodos, reivindicativa, e por outro lado uma pessoa de fora que nunca conheceu bem as dinâmicas de Valadares, antiquada, que já fez o que podia fazer em três mandatos e que, portanto, nada mais trará de novo… que dúvidas há?
Penso que a minha candidatura tem imensas razões para estar muito optimista.
Eu sou um Valadarense que gosto muito da minha terra. E gosto de intervir. Gosto de dizer o que penso. De colocar ideias em prática. Razões pelas quais me entreguei a este desafio: Acreditar Valadares.

Blogue da candidatura: acreditarvaladares.blogspot.com



Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

REFLEXÕES SOBRE A POLÍTICA (5)

Artigo da autoria de Jaime Milheiro, Presidente da Comissão de Honra, publicado na edição do mês de Setembro do "Valadares & a Cidade em Foco". É a quinta de uma série de cinco "Reflexões Sobre a Política"...:

As partes envolvidas

Quando no artigo anterior falava de “narcisismo” a propósito da manutenção do Poder, queria acentuar que muitos agentes políticos se enraízam nessa atitude porque, interiormente, já não podem proceder doutro modo. Será apenas o poder, o seu exercício, a sua falta, que inconscientemente os preocupa, mesmo que no inicio não tivessem pensado desse modo. Angustiam-se com as perdas, não podem evoluir, não aceitam rotativismos. Torna-se necessário mudá-los.
Um dos maiores problemas da nossa democracia reside nesse narcisismo de continuidade e na distância que tal atitude propicia entre eleitores e eleitos. Não interagem, contrariam a essência daquilo que qualquer movimento cívico proclama, apagam créditos, organizações e princípios. A cidadania deixou de ser motivação cimeira.
A fadiga avisa-nos quando trabalhamos em excesso, lembra-nos que seria melhor regressar a casa. Mas na política resiste-se, há “escuteiros” sempre prontos, pelo seu pé nunca regressam. Carenciados da ponderação e do sentido de realidade que conferem Saúde ao sistema, esquecidos de que o espaço de ilusão que toda a boa política supõe não pode cair em desgastes sem termo, alimentam-se de antiguidades.
Sem renovação, os sentimentos negativos da cidadania deslizam em catadupa. Partir para outra, seguir em frente, nunca conterá esperança se projectos de mudança não houver.

É imperioso votar

Será necessário trabalhar para que tais situações não ocorram. Mas, para amadurecer, será necessário colaborar na maturação. Crescer implica flexibilidades que só uma larga participação avaliza. Passar da ditadura moral à democracia sempre trouxe angústias nos indivíduos e nos povos, por medo à liberdade. Ainda hoje persistem tais reflexos em Portugal: será necessário ultrapassá-los e correr para novos horizontes
Quando as participações não flúem, amplia-se a tentação da continuidade e recoloca-se esta questão na consciência de cada um: de que modo estimulo as partes criativas da minha cidade, sabendo-se que nisso todos estão interessados mesmo os que aparentemente nada observam, se nada contribuo para isso?

As partes criativas: distâncias

Numa relação de poder há sempre duas partes, nunca iguais, com fluxos e refluxos num e noutro sentido.
Bom exercício será uma gestão adequada da “proximidade-distância” que nessa relação existe e dos movimentos que ela acarreta. Virtudes e defeitos dos agentes serão sempre elementos muito significativos no sossego ou no desassossego da outra parte. Competência e arte farão os andaimes, criatividade assenta talentos, todos sabendo que a autoridade existe e que a parte mais responsável de quem a confere estima que ela se exerça. O governado terá de identificar-se com o governante e vice-versa, em transparência e cumplicidade, para que o dia-a-dia não se transforme num embaraço.
Na concretização do processo terão de entrelaçar-se acontecimentos, desejos e projectos, sob pena de as assimetrias se agravarem e de se gerarem caricaturas. Apatias e desconfianças ganham forma quando se desbaratam mutualidades em rede, acumulando-se então depressões e agressividades. Lembraria que quando não se reconhece no acontecido todo o ser humano regressa ao passado e tendencialmente o considera diferente e melhor, mesmo que de facto o não tenha sido.
Se uma boa “proximidade-distância” não houver o sonho apaga-se, substituído por ruídos que levam à morte dos indivíduos ou das sociedades. Morte que não significa aqui, exactamente, morte física. Outras mortes haverá, nas intoxicações pessoais ou grupais.

A morte potencial

Os homens condenam à morte as estruturas quando as concebem à sua imagem e semelhança. Será indispensável afastar tal desenho do interior dos agentes, para que os outros não se tinjam nesse amplexo e não pretendam fugir.
Sob pena de anomia, terão de ser os políticos a exemplificar: na vida, nos dizeres, nas práticas, nos projectos. Muito do nosso mal estar resulta da atitude narcísica (mortífera) dos que nunca tiveram culpa de nada, mesmo que tenham sido, com histórica evidência, os seus mais pavorosos fautores.

Jaime Milheiro

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

SEDE INAUGURADA E PROGRAMA APRESENTADO




No passado Sábado, dia 12, diante de uma sala repleta de Valadarenses, Artur Gandra inaugurou a Sede de Campanha e apresentou o Programa Eleitoral da candidatura, com António Ferreira a seu lado.
Apesar da tarde convidar à praia e do espectáculo dos aviões sobre o Rio Douro, o certo é que mais de setenta pessoas assistiram interessadas ao evento.
Joaquim Couto, Eduardo Vítor Rodrigues e Maria José Gamboa foram as figuras de proa do PS-Gaia que marcaram presença.
Após a apresentação do Programa, usou da palavra o candidato à Câmara, Dr. Joaquim Couto, que se dirigiu aos presentes de modo breve mas acertivo, garantindo que vai preocupar-se, em primeiro lugar, com as pessoas, ou seja,com as várias questões sociais que afectam o concelho e com o desequilíbrio entre litoral e interior de Gaia.
Relativamente a Valadares prometeu colaborar activamente na principal aposta da candidatura de Artur Gandra - a Creche e Lar - mas também assegurou que o Complexo Desportivo, com ele na Câmara, será construído.
A deputada Maria José Gambôa, aplaudiu a principal proposta e, de seguida, prendeu fortemente a atenção dos ouvintes com um discurso sobre família, sobre afectos, e sobre a forma como lidámos com as crianças e com os idosos.
O Dr. Jaime Milheiro, como personalidade de grande dimensão científica e cultural que é e Presidente da Comissão de Honra, manifestou o seu forte e inequívoco apoio a Artur Gandra com a sua presença na Mesa.

Domingo, 13 de Setembro de 2009

MEGA JANTAR PS GAIA











Banho de multidão recebeu apoteoticamente Joaquim Couto no Mega Jantar de 6ª feira, dia 11, organizado pela estrutura socialista de Vila Nova de Gaia.

Além de Couto subiram ao palco os 24 candidatos às Juntas.

Almeida Santos foi um dos Ilustres presentes no jantar que discursou e traçou rasgados elogios a Couto e a Sócrates.


Sábado, 12 de Setembro de 2009

APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA ELEITORAL E INAUGURAÇÃO DA SEDE DE CANDIDATURA

Relembro que hoje às 15h30m apresento o meu Programa para Valadares na Sede de Campanha a Inaugurar, sita na Rua Manuel Moreira da Costa Júnior, à estação.

A Vossa presença é indispensável

Abraço

Artur Gandra

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

PROGRAMA ELEITORAL e SEDE DE CANDIDATURA

A Sede de Campanha da minha candidatura a Valadares vai ser inaugurada oficialmente no próximo Sábado, dia 12, pelas 15h30m.
A Sede fica na Rua Manuel Moreira da Costa Júnior, logo a seguir à estação. É um excelente espaço.
Apresentarei o meu Manifesto/Programa e, de seguida, haverá uma interessante intervenção da Deputada Maria José Gambôa.
Ninguém está dispensado: lista de candidatos, comissão de honra, amigas e amigos e valadarenses sobretudo.
Conto com a V/ imprescindível presença.

É um acto muito importante. Obrigado.

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

PS Valadares nas ruas de Valadares

APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA ELEITORAL

O candidato Artur Gandra vai proceder à apresentação do seu Manifesto/Programa Eleitoral no próximo Sábado, dia 12 de Setembro, pelas 15h30m, durante a inauguração da Sede de Campanha sita no lugar da estação.
Todos os Valadarenses estão convidados a comparecer.
Na mesma sessão serão apresentados os nomes que constituem a Lista Candidata bom como a Comissão de Honra presidida pelo Dr. Jaime Milheiro.
O candidato à Câmara, Joaquim Couto, também estará presente. Bem assim, a deputada Maria José Gamboa.
Trata-se de um momento muito importante porque ficaremos a conhecer o espírito e as linhas mestras da candidatura de Artur Gandra.
É preciso Acreditar Valadares.
VALADARENSES, NÃO FALTEM

Mais fotos da Escola Secundária de Valadares





A REABILITAÇÃO DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE VALADARES

A Escola Secundária de Valadares vai ser completamente reabilitada. Parte dela vai ser demolida e reconstruída, uma outra mantem-se, mas totalmente requalificada.
Já tive oportunidade de conhecer o extraordinário projecto no terreno e em maquete virtual.
Esta obra é da competência exclusiva e absoluta do Ministério da Educação, graças ao esforço e empenho do incansável e cordato Dr. Álvaro Santos, Presidente do Conselho Executivo da Escola, e Presidente Nacional do Conselho das Escolas. Álvaro Santos conseguiu convencer o Governo a incluir a Nossa Escola de Valadares no Projecto das 75 Escolas, fazendo prova do mérito e necessidade da obra em Valadares. Agora verá o seu trabalho justamente recompensado.
Por isso, fiquei estupefacto quando verifiquei que o candidato pelo PSD à Junta de Valadares, Jorge Soares, afirma, na sua Carta de Apresentação, que "projecta o futuro a começar hoje" com a demolição e reconstrução da Escola Secundária.
Por respeito à verdade política e sobretudo pelo trabalho de cada um, tenho de esclarecer os Valadarenses do seguinte: a obra na Escola Secundária de Valadares é fruto do trabalho incansável do Dr. Álvaro Santos e da competência exclusiva do Ministério da Educação. Jorge Soares nada teve a ver com o projecto - sublinho nada - nem podia ter porque a Junta não tem competência para tal - não pode, por isso, apropriar-se do trabalho dos outros para fazer bandeira de campanha. Lamenta-se esta atitude!



Deixo-vos com algumas fotos da velha escola...










Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

SEDE DE CAMPANHA DA CANDIDATURA

A partir desta semana já teremos a Sede de Campanha aberta ao público, sita na Rua Manuel Moreira da Costa Júnior (no espaço do Stand Edgar) junto à estação.
Será um espaço bem aproveitado para apresentar e divulgar ideias, organizar encontros, tertúlias e até work-shops.
O objectivo é possuir um espaço visível, digno e acessível para melhor divulgar e esclarecer os obejctivos da nossa campanha e discutir os problemas da nossa terra.
Contamos com a visita de muitos Valadarenses e com a colaboração prestimosa que nos poderão facultar.
O próximo Sábado, dia 12 de Setembro, foi o escolhido para a inauguração oficial da sede.
O candidato Artur Gandra irá abordar o assunto do Manifesto, Programa Eleitoral, Lista Candidata e Comissão de Honra.
Na Inauguração estarão presentes o Presidente da Comissão de Honra, ou mandatário do Dr. Artur Gandra, que como é sabido é o Dr. Jaime Milheiro, estará também o candidato à Câmara Municipal Dr. Joaquim Couto, os elementos da lista por Valadares, muitos elementos da Comissão de Honra e, claro, seguramente muitos Valadarenses bairristas e empenhados na candidatura sã e bairrista de Artur Gandra.

Estamos entusiasmados. Contamos convosco.

Homenagem a Luciano Pavarotti - despediu-se de nós a 6 de Setembro de 2007

Porque a política também se faz de arte e de música e porque temos a obrigação de preservar a enaltecer o património que é a memória, deixo-vos aqui uma homenagem ao imenso tenor que foi Luciano Pavarotti na sua última apresentação em público já visivelmente doente.


Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

LISTA CANDIDATA E COMISSÃO DE HONRA - PS Autárquicas 2009 (11 de Outubro)

Apresentação dos 26 elementos obrigatórios (13 efectivos e 13 suplentes) da lista concorrente à Freguesia de Valadares pelo PS nas Autáquicas de 2009 e respectiva Lista de Apoiantes-Comissão de Honra:


EFECTIVOS
1 - Artur Gandra, Advogado
2 - António Ferreira, Empresário
3 - Maria Joana Soares Ribeiro, Jurista
4 - Vítor Martins, Vendedor
5 - Manuel Alves, Afinador
6 - Sofia Alexandra Ramos, Lic. em Direito
7 - Pedro Carvalho, Jurista
8 - Carlos Castro Moreira, Reformado
9 - Catarina Neto, Estudante
10 - Nuno Pereira, Assistente Comercial
11 - Manuel Paredes, Vendedor Imobiliário
12 - Vânia Ferreira, Secretária
13 - Casimiro Costa, Motorista

SUPLENTES
14 - José Maria da Cruz, Reformado
15 - Vera Lúcia Cruz, Lic. Actividades Artísticas
16 - Manuel Fernades Ferreira, Afinador Máquinas
17 - Francisco Loureiro da Rocha, Reformado
18 - Adélia Alves, Empresária Têxtil
19 - António Paredes, Assistente Comercial
20 - António de Oliveira Ferreira, Motorista
21 - Maria Carmen Soares, Doméstica
22 - Fernando Pinto da Costa, Empresário
23 - Joaquim Guedes Rodrigues, Reformado
24 - Maria Judite Ferreira Martins, Assistente Comercial
25 - Joaquim Teixeira da Silva, Reformado
26 - Eduardo Filipe Tavares, Estudante

COMISSÃO DE HONRA
Artur Gandra reúne apoios de várias personalidades de reconhecido mérito e de diversos quadrantes da sociedade valadarense. A Comissão de Honra que apresenta é sinal de uma onda de apoio em torno do seu projecto.
Parte destas pessoas constituirão o futuro Conselho da Junta.

Jaime Milheiro, psiquiatra-psicanalista, independente - Presidente da Comissão de Honra
Fernanda Jesuína Gouveia (Dr.ª Naná), médica, militante
Lina Rosa Costa Ribeiro de Carvalho, médica, independente
Maria José Gambôa, lic.ª em Serviço Social, deputada à Assembleia da República, militante
Henrique Paiva, médico, independente
J. Soares Ribeiro, jurista, independente
Jorge Poças Pintão, empresário, independente
Dulce Magalhães, chefe da estação de correios de Valadares, independente
Edmundo Milheiro de Oliveira e Sá, industrial, independente
Álvaro Eduardo dos Santos, reformado, independente
António Correia Moreira, antigo chefe dos correios de Valadares, independente
António Magalhães, professor, independente
Carlos Casanova Campos, director comercial, independente
Ilídio dos Reis Porto Carracena, gerente industrial, independente
Sérgio Monteiro Rodrigues, arqueólogo, professor universitário, independente
Carlos Manuel Pinto Moreira, bancário, independente
Jorge Castro Ribeiro, musicólogo, assistente universitário, independente
José Paulo Gandra, biólogo, professor, independente
Rui Manuel da Rocha Lopes, director de projectos, independente
Vítor Nunes Pinto, advogado, independente
Paulo Miguel Castro, jornalista, independente
José Manuel Azevedo P. da Silva, músico, independente
Vítor Manuel Felício Pestana, promotor imobiliário, independente
José Manuel Martins Ferreira, funcionário de caves vinho do Porto, independente
Pedro Pereira da Silva, empresário, independente
Victor Reis Soeiro, bancário aposentado, independente
Raúl Domingos Ferreira de Almeida, reformado, independente
Arnaldo José Ferreira Viegas de Sousa, gestor comercial, independente
Sandra Aguiar, advogada-estagiária, independente
Maria João Soares Ribeiro, jurista, independente
Sérgio Casinha de Oliveira, professor, independente
José Manuel dos Santos Sousa, designer de equipamento, independente
António Manuel Ribeiro Nogueira, bancário aposentado, independente
Alexandre Couto, oleiro sanitário, independente
Humberto Rebelo, médico anestesista, independente
Tiago Lopes Coelho Ferro, estudante, independente
José dos Santos Pereira, reformado, independente
Artur Ernesto Duarte Silva Taveira, empresário, independente
Manuel Freitas Valente, comercial, independente
Carlos Cunha Gomes, responsável de compras, independente
José Domingues de Sousa, técnico de vendas da Cerâmica de Valadares aposentado, independente
Jorge Manuel Nogueira José, vendedor, independente
Rolando José Matos Silva, reformado, independente
Maria Lucena (Lu), dona de casa, independente
Carla Patrícia Campos Nunes Pinto, professora educação física, independente
José Raúl Moreira Brandão, electricista, independente
Rui Rodrigues, reformado, independente
José Manuel Soares da Silva, reformado, independente
José João Reis, médico veterinário, independente
Francisco Amorim da Costa, comerciante em areia, independente
José Fernando Moreira, reformado, independente
Carlos Machado, mecânico de automóveis, independente
Onofre dos Santos Marques, técnico de desenho aposentado, independente

Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE


A Assembleia-geral das Nações Unidas declarou em Dezembro de 1999 a data de 12 de Agosto como o Dia Internacional da Juventude ou Dia Mundial da Juventude. O público-alvo em Portugal são os jovens entre os 12 e os 25 anos, que podem contar com várias regalias.
Os jovens entre 12 e 25 anos podem entrar gratuitamente em museus, em espectáculos, em bibliotecas, e em piscinas municipais, no âmbito do Dia Mundial da Juventude, que é comemorado um pouco por todo o país.
Podem também andar a custo zero nos transportes públicos.

Fonte: Jornal I

Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

REFLEXÕES SOBRE A POLÍTICA 4

Artigo da autoria de Jaime Milheiro, Presidente da Comissão de Honra, publicado na edição do mês de Julho do "Valadares & a Cidade em Foco". É a quarta de uma série de cinco "Reflexões Sobre a Política"...:



REFLEXÕES SOBRE A POLÍTICA (4)


Mudanças... angústias

Em todos os humanos há angústias potenciais, cujas origens se podem resumir em quatro tipos de temores: perdas, desafectos, insucessos ou censuras. Por uma ou mais dessas vias todos se sentem ameaçados e todos têm, dentro de si, zonas conservadoras em conflito com zonas de livre circulação. Há mesmo, na maioria, uma difícil convivência entre liberdades e seguranças.
Todos desejam escolher e livremente decidir, mas também todos têm medo de perder ou de se perder no trajecto, angustiando-se com o “desconhecido” e auto-promovendo mecanismos defensivos. Muitos fixam-se de tal modo na esotérica contradição de quererem as liberdades protegidas por polícias à porta, que esquecem as inúmeras vantagens (estruturais, sistémicas, individuais) dos movimentos de cidadania que as contemplam. Todas as mudanças acarretarão dúvidas e perplexidades em quem viver nessa condição, confundindo as pessoas os seus interiores inseguros com excessos que temem e esquecendo que a capacidade de adaptação faz parte do melhor que ao ser humano foi atribuído.
Quero com isto dizer que os “sistemas” pessoais e colectivos são sempre instáveis e que novos encontros, novos centros de gravidade e novas atitudes podem beliscar a serenidade passiva de tudo quanto se encontra instalado. Mesmo que sejam provavelmente melhores, podem susceptibilizar interioridades e provocar borbulhas no “adquirido”, às vezes até na eternidade do chamado “direito adquirido”. Supondo que tudo deva continuar parado, demasiadas vezes assentam as suas resistências em partículas de desinformação ou em malabarismos de ocasião.
Em tempos de crise, adensam-se tais conflitos. Os climas enevoam-se, as angústias florescem. Muitos passam a proceder “como se”: como se fossem isto, como se fossem aquilo, não sendo coisa nenhuma. Invocando terrores do passado afastam a própria possibilidade de mudança, despindo-a de objectivos e preconizando continuidade daquilo que há muito mostrou o que tinha para mostrar e mais não pode dar. Assinalando desse modo as suas angústias de existir.


Elementos narcísicos

Nesse clima, as angústias de quem comanda não derivam de perdas, desafectos ou censuras: derivam sobretudo de ausências de sucesso. Sinalizam ressacas de perspectivas falhadas, o que não deixa de ser curioso como estado de espírito. Representam o lado escuro dos anúncios não cumpridos, num quadro onde os clássicos sentimentos de vergonha, culpa, pecado, se modificam com grande velocidade e se evacuam para apressadamente competir. Encobrem o essencial: as perturbações narcísicas pelo insucesso levantadas e as necessidades de prosseguir, mesmo quando seria adequado deixar que outros lhes ocupassem as funções.
Espectáculos indigentes, orgulhos insatisfeitos, indiferenças descompensadas, abandonam então o normal cariz de circunstância e passam a textos do dia-a-dia. Alongam-se no quotidiano, disfarçando intranquilidades e nivelando sem construir. Ausentando expectativas, imediatismos saltam para as avenidas e avassalam linguagens e procedimentos.
Quero com isto dizer que, quando as erosões desgastam os humanos, as suas superfícies comerciais acrescentam brilho aos exercícios, de pouco lhes interessando a metodologia. Sem paraquedas enxameiam percursos e quebram comedimentos, voltando no dia seguinte. Afastam de si os tribunais interiores quando estes mais necessários eram, embora as pessoas percebam.


A inevitável erosão

Actualmente, no interior do “sistema” há fortes erosões, por acção e reacção. A evolução não trouxe livros de instruções nem acompanhou a mudança: muito menos a crise. Como adolescente em viagem, a sociedade portuguesa evoluiu desajeitadamente. Concedeu enorme espaço a falsas identidades e a falsas exigências. Todos “exigem”, todos avolumam, todos contraditam nesta preocupante medida: anunciam verdades para crescer, mas na prática vociferam alarmismos que impedem qualquer crescimento, por distrofia dos agentes.
Poderá dizer-se que os caminhos existem, mas que as vias se encontram esburacadas. E que, no sobressalto, até as salas de espera necessitam de revisão. Os actores representam mal: por entre efeitos especiais e sensibilidades exaltadas mascaram faces e (des)propósitos. Da Europa veio dinheiro mas não veio cultura nem mentalidade, pelo menos por enquanto. Precariedades subsistem.
Mas será isto inevitável, nomeadamente nas autarquias locais, onde os partidos políticos quase não contam porque as pessoas têm história e se conhecem? Julgo bem que não.
Quem poderá aproximar-nos, de forma credível e sustentada, da desejada simultaneidade "orgânica" entre a liberdade e a segurança sem que as angústias se avolumem?
Como poderão ganhar-se ou perder-se as relações entre eleitores e eleitos?
Falaremos disto no próximo artigo.

Jaime Milheiro



Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL DE JULHO DO "VALADARES EM FOCO"

Caras e Caros Valadarenses,
segue-se o meu artigo deste mês do "Valadares em Foco" que, infelizmente, no jornal saiu manchado de gralhas.
Foram diluídos dois subtítulos e o meu apelido vem atropelado com um "R". Enfim lapsos!...
Chamo especial atenção para o último subtítulo:
"O prestígio de Valadares está ferido".

Alguns apontamentos críticos


Senhor dos Aflitos – a grande festa de Valadares

Todos nós temos uma relação afectiva e cultural muito forte com a festa em honra do Nosso Senhor dos Aflitos. Dá-nos gozo vivê-la no presente mas, também, faz-nos reviver momentos felizes, relembrar familiares e amigos já desaparecidos, episódios da nossa infância.
O Senhor dos Aflitos é a festa por excelência de todos os Valadarenses. É a festa com que todos nos identificamos.
Prova do que afirmo é que são os valadarenses que pagam, dos próprios bolsos, os custos da festa que, por sinal, fica bastante dispendiosa.
Mas pode sempre melhorar. Para isso é necessário que o poder compreenda a importância que as comemorações do Senhor dos Aflitos têm para os valadarenses.
Este ano a festa correu bem porque as pessoas, que são o principal, estiveram bem.
Foi uma festa respeitada, civilizada e divertida.
Gosto deste Valadares civilizado e amado. É Valadares dos Valadarenses!
Os vivos de agora transportam este testemunho para, um dia mais tarde, o legar à geração seguinte. Para que tudo perdure...
Obrigado à Comissão de Festas.
Obrigado aos Meus Concidadãos Valadarenses.


O Museu particular de Bernardino Castro Ribeiro

O interessante e original Museu particular de Bernardino Castro Ribeiro faz as delícias de quem tem oportunidade de o apreciar. Exibe magníficas colecções de velhos objectos históricos, que fizeram parte do quotidiano das pessoas durante décadas ou até séculos.
O espólio é genericamente composto de alfaias agrícolas, ferramentas diversas, peças de barbearia ou da velha escola primária e até um conjunto significativo de material dos caminhos-de-ferro da CP.
De salientar também a magnífica colecção de miniaturas de comboios que faz pasmar os visitantes.
Parabéns Bernardino Castro Ribeiro pelo Museu que enriquece Valadares e que revela um espírito pouco comum nos tempos que correm.


O prestígio de Valadares está ferido

Valadares tem um centro bem definido, nascido em torno da estação de comboios e onde pontuam a própria Estação, a Fábrica Cerâmica, o Orfeão, o Cine-Teatro Eduardo Brazão, o Quartel dos Bombeiros, o Clube de Futebol, a Estação de Correios, a Igreja Paroquial, o comércio diversificado, algumas habitações interessantes e, mais recentemente os Bancos.
À excepção dos bancos, todos os outros são equipamentos que se estabeleceram em Valadares há muitos anos.
São ainda referências, o Seminário da Boa Nova, a Groz-Beckert e, pela causa que serviram e pelo valor arquitectónico, o Sanatório Marítimo do Norte e a Clínica Heliântia.
Mas a nossa terra também concilia a praia com o campo e o mar com o rio - a Natureza assim o determinou. A qualidade dos bons ares marítimos, outrora reconhecida, levou bem longe o nome de Valadares. Hoje, as praias valadarenses, à semelhança de todas as praias gaienses, estão novamente em destaque graças ao trabalho da Câmara – mas é preciso saber conservar o seu estado actual com unhas e dentes, desde logo preservando a reserva agrícola contígua, bem como muitos dos terrenos lavradios existentes. A praia é indissociável dos terrenos a montante – quem não perceber isto não percebe nada!
No século passado, alguns homens bons fizeram da freguesia terra dinâmica e líder no concelho. Era considerada bem equipada, bem formada, com um elevado número de licenciados, rica, bonita e acolhedora.
Hoje, é com tristeza que se sente que Valadares está longe do lugar cimeiro que ocupou e assiste-se à perda indelével da importância de parte dos equipamentos que nos são tão caros.
Valadares deixou de ser referência. Essas vão todas para Arcozelo, Gulpilhares e até para Vilar do Paraíso e Madalena.
Valadares descaracterizou-se e embrulhou-se e os valadarenses não se fizeram ouvir. Hoje, a nossa qualidade de vida baixou devido ao aumento da pressão. Neste preciso momento, a Praia e a Marinha estão em risco pois estão completamente à mercê da especulação imobiliária que reduz tudo a betão. Nem uma árvore restará?!
Por outro lado, a estação de comboios perdeu relevância, a estação de correios mingou inexplicavelmente, o Clube de Futebol de Valadares está na iminência de desaparecer – não joga em casa há anos! – o comércio afunda-se, esmagado pelos grandes centros comerciais que invadiram o concelho e o Lugar da Estação degrada-se a olhos vistos.
É o prestígio de Valadares que está ferido. Só não o reconhece quem não quer ou quem não conheceu Valadares no passado.
Até no que se refere à toponímia Valadares tem sido desrespeitado. Os nomes de lugares, ruas, rios, praias, caminhos, mesmo que apenas por mero uso ou costume devem ser preservados, na medida do possível.
Nesta matéria o desnorte é total. Senão vejamos:
A localização habitualmente referida dos sanatórios deixou de ser Valadares para ser Francelos, em referência ao lugar e não à freguesia – vai-se lá saber porquê… é mais fino?
O Cine-Teatro Eduardo Brazão umas vezes é Brasão outras Brazão!
A Praia de Valadares (frente ao sanatório) passou a chamar-se Praia do Sindicato com direito a sinalética e tudo – mas este caso em concreto é insultuoso para cada valadarense que se preze, pelos episódios que se prendem com o próprio sanatório e um sindicato de má memória.
A Praia dos Tesos desapareceu para dar lugar a Rocky Point(?) – o que é isto?
A Praia dos Ingleses ou Praia de Valadares Sul diria que deixou de ser um “Lugar” para ser um “Não Lugar”
, conceito hoje muito discutido no seio de uma elite de alguns antropólogos, que remete para a perda de identidade das pessoas com os lugares.
O Rio do Paço passou a chamar-se Ribeira de Valverde – alguém em Valadares se identifica com este nome?
Não vale a pena enumerar outros casos – estes são elucidativos.
É a nossa cultura popular e as nossas memórias mais valiosas que se escapam por entre os nossos próprios dedos. Só quem as conhece as pode defender.
Devemo-nos insurgir, com dignidade, contra estes factos. Os erros corrigem-se!